Blera, primeiras impressões da comune italiana
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Embarquei para a Itália e hoje é meu primeiro dia na Comune de Blera, em Lazio, pertinho de Roma.
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Não é preciso ser fotógrafo para ficar louco e tirando foto de tudo quando você está em um lugar novo e completamente diferente do que você está acostumado.
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Depois de quase 2 anos morando no centro de Budapeste, estou acostumada a caminhar dentro de um livro de arquitetura, entre edifícios majestosos, esculpidos em cada detalhe e contando a história de diferentes períodos artísticos que passaram pela cidade - sim, isso é Budapeste, sem dúvida a cidade mais linda da Europa!
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Mas agora estou na Itália. Num vilarejo de pouquíssimos habitantes, bem no meio do país, onde a cultura está mais para o sul do que para o norte.
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Para ser mais exata, 3255 habitantes vivem aqui em Blera desde a última contagem.
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Como disse meu pai - tijolo sem reboco significa favela no Brasil, mas aqui na Itália é puro charme. E tijolo rústico é o carro chefe da arquitetura di Blera, na província de Viterbo, meu novo lar.
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No centro histórico da cidadezinha ainda predominam predinhos construídos a base de pedra tufo, pois os italianos adoram construir suas cidades no topo dos morros, né? Então é normal por aqui você encontrar cidades estilo favelinha/cortiço, super históricas, onde os velhinhos moram há várias gerações, é incrível!
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nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnSesta na Itáliannnn
Cheguei aqui segunda-feira e a primeira coisa que fiz ao chegar foi correr para o supermercado, pois já era umas 11h da manhã e às 12h em ponto todo o comércio fecha as portas para a SESTA, que vai das 12 às 16h todos os dias. Sim, os italianos param durante 4h no meio do dia para ir para casa, cozinhar, sentar na mesa com a família e comer a entrada, o primeiro prato, o segundo prato, a sobremesa, e depois tirar aquela soneca. E claro, sem esquecer que tudo isso vem regado a vinho!
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Pois bem, eu quis garantir meu almoço antes dessa pequena pausa e entrei no único supermercado da cidade sem expectativas, meio que com medo da reação das pessoas. Isso porque na Hungria era assim que eu lidava com o comércio local, meio que em estado de ~ansiedade~ com a reação que poderia vir das pessoas locais (mas isso é outra história).
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Eis a surpresa. Entrei no mercadinho, lentamente observando cada item, parei em frente a seção de verduras e fiquei olhando. Eu queria experimentar os famosos tomates italianos. Uma italiana se aproximou, começou a falar comigo e eu percebi que entendia o que ela falava (alegria extrema!!!). Então eu percebi que aqui existe um atendente no mercado responsável por coletar as frutas e verduras para você, e aí pesá-los, não é você que coleta. Lá vou eu experimentar meu portuliano pela primeira vez e pedir due pomodori e escapulir dali. No açougue foi a mesma coisa, o italiano percebeu logo de cara que não sou daqui e me ajudou a fazer o pedido, tirando as palavras de minha boca como um passe de mágica, e com muita simpatia e sorriso no rosto! Tô aqui escrevendo e ainda em choque, pois gente, isso nunca aconteceu comigo em 3 anos vivendo em Budapeste!
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Minha impressão já foi a melhor possível no mercado e obviamente já amei as pessoas locais.
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nnnnnnnnTodos os velhinhos dão bom dia pra vocênnnn
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Eu diria que 90% do povo que vi nas ruas são velhinhos. E eu AMO velhinhos. O problema é que eles não falam italiano por aqui, mas sim um Dialeto local .. que é impossível de entender! Mas a boa vontade predomina e eles passam por você na rua te olhando nos olhos, com um brilho de ansiedade e expectativa por aquele buon giorno/ciao/buona sera pelo menos! Lindo de ver!
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Bem, ficam aqui mais algumas fotos que tirei no meu primeiro dia rapidamente pela cidade. Aguardem mais um coquetel gigante para os próximos posts!
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Ciao!
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Leia mais sobre minhas aventuras na Itália aqui!
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