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Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade

Publicado em: 22/01/2018

Há 4 meses cheguei em Budapest, sem nada, além do sonho de voltar.rnrnMe alojei em um dormitório da Universidade, localizado no distrito XI de Budapest, no lado Buda.rnrn[caption id="attachment_385" align="aligncenter" width="525"] Entrada do dormitório da Universidade Szent Istvan, em Buda Side. Somogyi Imre Kollégium.[/caption]rnrnrnPra quem não sabe ainda, Budapest é dividida entre Buda e Peste.rnQuem passa pelo meio é o maravilhoso Rio Danúbio, ou Duna, como chamam aqui.rnrnO acesso entre os lados se dá pelas incríveis pontes, ou de maneira subterrânea, pelos metrôs.rnrn[caption id="attachment_377" align="aligncenter" width="525"] à esquerda, o lado BUDA.
à direita, o lado peste.
a foto foi tirada da Citadella, localizada em BUDA.[/caption]rnrnP.s. Esta é Budapest no outono, exatamente na semana em que cheguei. Maravilhosa? Sim? Claro que sim.rnrn[caption id="attachment_379" align="aligncenter" width="525"] Vista da ponte moderna, de Buda olhando para Peste[/caption]rnVoltando a minha chegada.rnConfesso que a ideia de morar no dormitório me atordoava um pouco.rnrnAfinal, eu dividiria o quarto com uma pessoa completamente estranha. Pessoa esta que dormiria exatamente ao meu lado, todos os dias.rnrnEis que fui alocada em um quarto com uma menina do Kosovo. Devo dizer que tive muita sorte! Minha colega de quarto era agradável.rnrnAinda assim, morar junto com alguém em um quarto de 7m2 é um desafio, dos grandes.rnrnApós alguns meses, minha vontade de sair daquele lugar começou a se tornar algo sério.rnrn[caption id="attachment_380" align="aligncenter" width="525"] Primeiro dia no dorm! A vista era incrível, não devo reclamar![/caption]rnEm Buda tudo é muito verde e alto.rnCheio de colinas, acaba sendo uma área mais fria, consequentemente o volume de neve é maior!rnrnEu subia muitas escadas pra chegar até o prédio onde eu morava, até as salas de aulas, etc.rnrnA primeira neve do ano foi vista através dessa janela. Você pode presenciar esse momento aqui:rnrnhttp://www.leticiamanosso.com/2017/11/29/primeira-neve-na-janela/rnrn[caption id="attachment_387" align="aligncenter" width="525"] Vou sentir saudades desta vista da Janela do Dormitório (BUDA)[/caption]rnrn[caption id="attachment_402" align="aligncenter" width="525"] Vista da Janela em PESTE[/caption]rnPeste é o lado urbano, velho, badalado da cidade.rnEm Peste você encontra os bares, as baladas, o clima urbano e cultural!rnrn[caption id="attachment_393" align="aligncenter" width="525"] PESTE - Akvárium Klub. (Budapest, Hungria)[/caption]rnrn[caption id="attachment_395" align="aligncenter" width="525"] BUDA - Verde, bucólico, residencial.[/caption]rnSabe, morar no dormitório tinha suas vantagens.rnEu conheci muitas pessoas legais.rnrnDescobri um universo que eu não tinha noção alguma.rnrnUm universo de jovens islâmicos que rezam várias vezes por dia, vestem burkas e escutam música árabe enquanto cozinham.rnrn[caption id="attachment_399" align="aligncenter" width="1000"] Estudante islâmica. Foto by Google. Achei linda![/caption]rnEsses mesmos jovens islâmicos, estão longe daquele extremismo que vemos na TV.rnEles não são terroristas (tenho até vergonha de escrever isso).rnrnSão pessoas como nós, cheias de sonhos, estilos, objetivos próprios.rnrn[caption id="attachment_390" align="aligncenter" width="736"] Essa menina é protagonista de uma séria chamada SKAM, norueguesa. Ela é do Marrocos e é imigrante em Oslo, na Noruega. Eu sou apaixonada pelos princípios dessa garota desde então. E eu via um pouco dela em cada menina islâmica que mora no dormitório.[/caption]rnA religião não esmaga. Muitas meninas nem usam burka por opção própria! Tudo é uma questão de escolha e crença.rnNunca vou esquecer da primeira tâmara que comi na vida, oferecida por uma menina da Tunísia.rnrnE o dia que entrei na cozinha (compartilhada) e as meninas cozinhavam e ouviam aquele som árabe, que eu definitivamente amo.rnrnConheci pessoas inclusive do Curdistão, o que me remeteu as aulas de geopolítica do ensino médio, quando estudávamos a complicada questão do oriente médio.rnAs pessoas são muito solidárias no dormitóriornSempre estão ali para te ajudar, afinal, está todo mundo na mesma situação: com pouco dinheiro e morando em um país totalmente exótico, onde a população em si odeia imigrantes.rnrnVi muito amor nos jovens, dei muitas risadas, queimei muita comida naquelas malditas chapas elétricas.rnrnCozinhei em cozinha suja, cheirando a tempeiros bizarros. Vi o microondas queimar, pois algum perdido colocou metal pra cozinhar lá dentro.rnrnEu acredito que muitos ali nunca usaram um microondas na vida, sendo bem honesta.rnrnPassei por momentos de pânico quando os chineses cozinhavam suas milhares de mini comidinhas em mini potinhos e mini panelinhas. E eles realmente cozinham TODAS as refeições do dia. O que é interessante, mas acaba enchendo o saco encontrá-los detendo o monopólio da cozinha.rnrnTive dificuldade de me comunicar. Muitas pessoas, na verdade, não falam inglês. Mas estão lá, tentando!rnrnInúmeras pessoas demonstraram um interesse enorme pelo Brasil. Me viam tomando café e queriam saber se era grão brasileiro (e não era).rnrnO Brasil tem uma reputação muito boa por aqui, essa é a verdade. Fui muito bem acolhida!rnrnNota de esclarecimento: vou escrever um post mais detalhado sobre meu programa de estudos, a scholarship e quem são os países contemplados! Assim dá pra imaginar a galera que morou comigo.rnrnEnfim, minha jornada no dormitório foi cheia de histórias que talvez eu escreva em mais detalhes aqui um dia!rnrnrnrnO próximo post é um convite à minha casa nova. Espero vocês lá :)rnrn[caption id="attachment_365" align="aligncenter" width="525"] Click da rua onde eu moro, no distrito VIII. (Edição VSCO)[/caption]rnrnhttp://www.leticiamanosso.com/2018/01/23/novo-lar-doce-lar/

Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade
Legenda: Buda, Peste e minha vida no dormitório da universidade