Como eu vim parar em Budapest
Budapest? Hungria? Como? Quando? Por que?rnrnVou contar minha história pra vocês.rnrnrnrn[caption id="attachment_356" align="aligncenter" width="525"] No topo de uma colina em Buda.[/caption]rnrnEspero que esse relato responda suas dúvidas e te inspire a fazer algo além, seja indo para Budapest ou qualquer outro lugar do mundo.rnrnInquietação, volatilidade e curiosidade são palavras que me definem muito e me trouxeram pra cá.rnTudo começou com o programa Ciências sem Fronteiras, em 2013.rnComo muitos sabem, o CSF foi um grande programa de intercâmbios promovido pelo governo brasileiro que levou muitos estudantes para todos os cantos do mundo para estudar e fazer trocas culturais.rnrnInfelizmente o CSF acabou, por diversos motivos que não serão abordados neste post.rnrnEu fui uma das sortudas que participou do CSF e em janeiro de 2014 eu embarquei para Budapest com 1 mala e muitas expectativas.rnrnhttps://www.instagram.com/p/BJNqoqwjW-q/?taken-by=leticiamanossornMas por que Budapeste?rnMuitos me perguntam isso, pois dentre as opções de países para aplicar haviam aqueles destinos muito mais almejados como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália ...rnrnE eu apliquei pra um país pouco conhecido, baqueado por diversas guerras e períodos de terror no leste europeu - a Hungria.rnrnhttps://www.instagram.com/p/BJIg4nEjvAU/?taken-by=leticiamanossornrnQuando eu vi Hungria na lista, pulei para o google e meu coração logo bateu forte.rnrnAfinal, eu tenho um pé no exótico, curioso, diferente, pouco explorado e todos os sinônimos envolvidos - antes mesmo de propriamente me colocar nesses territórios.rnrnLi Budapest, de Chico Buarque, e me encantei ainda mais.rnrnLembro de ler a última página sentada nos trilhos do trem, em frente ao PolloShop Alto da XV. Fazia sol e batia um vento que folheava as páginas antes mesmo que eu o fizesse.rnrnNessa época eu já havia coletado os documentos e aplicado para a bolsa de estudos do CSF.rnrnEntre as aulas da faculdade eu aprendia inglês aos trancos e barrancosrnrnEm dezembro de 2013 o resultado oficial foi lançado e em janeiro de 2014 eu voei para a Europa pela primeira vez - agarrada a toda aquela vontade de desbravar e conhecer.rnrnO ano de 2014 foi o ano da minha vida. O que que aprendi e como cresci como pessoa são tópicos que não cabem dentro de mim, de tão imensos.rnrnhttps://www.instagram.com/p/BhUb7_lHtXQ/?taken-by=leticiamanossornMas como vocês já devem ter percebido, não foi suficiente.rnNão foi suficiente pois eu dei um jeito de empacotar minha vida novamente, 3 anos depois, e voltar pra Budapest, cidade que me deu tanto e continua me proporcionando.rnrnVoltei diferente, como novos objetivos e desafios em um novo nível, mas o que mais me motiva aqui, é a constante descoberta, as possibilidades, os novos projetos.rnMas como assim voltei?rnDesde que eu deixei a cidade e amigos, eu sabia que teria que voltar um dia. A data eu não tinha, mas determinação não faltou.rnrnNo final da faculdade (foram 6 anos, meus amigos) e do estágio, aquele dilema do "o que eu faço agora?" me pegou.rnrnhttps://www.instagram.com/p/BXQo0kBDLtC/?taken-by=leticiamanossornrnVamos pontuar aquele momento:rn
- O cenário político e econômico do Brasil contribui intensamente para a diáspora brasileira. Nós buscamos grandes oportunidades, e infelizmente, nosso país não está disposto a nos proporcionar isso agora (não para todos).
- Como dito, o lado emocional conectado a nostalgia de voltar pra cá nunca me deixaram em paz.
- Relacionamento inter continental (eu no Brasil, ele na Dinamarca).
- A questão da insegurança estava me incomodando muito, mesmo em Curitiba, "cidade modelo" no Brasil. Entre 2016 e 2017 sofri 4 assaltos e nunca deixei de caminhar pela cidade com o coração sempre aos pulos, morrendo de medo do que poderia me acontecer.
- Mesmo com um diploma de engenheira em mãos, eu ainda não estava satisfeita com minha bagagem educacional, na real, eu nunca estudei algo que eu realmente sinto paixão por (ainda não resolvi esse quesito na minha vida).
rnEssas foram as principais razões que me motivaram a aplicar para mestrados internacionais em 2017.rnrnMeu foco eram programas de empreendedorismo, inovação, sustentabilidade, negócios, impacto social, etc etc.rnrnMas no fim, a única porta que se abriu e ainda com financiamento incluso, foi novamente, a porta de entrada para Budapest.rnrnAceita pela Universidade Szent István, estou finalizando meu segundo semestre de Mestrado em Engenharia de Alimentos aplicada à Biotecnologia.rnrn[caption id="attachment_703" align="aligncenter" width="525"] Szent István University Campus Budapest[/caption]rnrnSe eu queria estudar Engenharia de novo? Obviamente não.rnrnMas eu vi isso como o primeiro passo, e não me arrependo!rnrnAfinal, eu não vim pra cá só pra pegar um diploma de mestrado.rnrnEu vim pra expandir meu networking, trabalhar, desenvolver meu lado social, sair da zona de conforto, me desenvolver como pessoa, aceitar desafios, e MUITO MAIS!rnrnhttps://www.instagram.com/p/BCyVMvYH0nn/?taken-by=leticiamanossornrnAs saudades batem, a se batem, mas a vida é um balanço.rnrnO que você quer pra sua vida? Quais são seus objetivos?rnrnEu ainda estou na busca.rnrnBeijos de Budapest,rnrn rnrnLolarnrn rnrn
