Sobre timidez, infância, empatia e energias
Eu venho coletando provas ao longo da vida de que eu sou uma pessoa muito mais ouvinte do que falante.rnrnrnTive uma infância extremamente tímida, até rolou terapia para reverter isso!rnrnNa escola, as outras crianças acabavam abusando da minha ausência de voz, e isso me fazia muito mal.rnrnMais tarde, eu sofria demais a cada apresentação oral em frente da turma toda, ou aquelas performances de dança para o dia das mães ou projetos de educação física..... meu deusrnrnSempre que possível, eu me mantinha invisível (O que era difícil com toda a minha altura, mas né)rnrnMas eu sempre tive a habilidade de ouvir, de prestar muita atenção em tudo o que eu sentia ter algum tom de sabedoria.rnIsso desenvolveu em mim uma coisa chamada empatia.rnrnMesmo de longe, eu sempre consegui sentir as pessoas, o estado de espírito, o emocional.rnMas sempre guardei tudo pra mim, demorou muito até eu conseguir dar voz as minhas percepções!rnAcho que tudo começou com a fotografia, quando aos 13 anos eu comecei a tirar fotos.rnrn[caption id="attachment_742" align="aligncenter" width="900"] minhas artes fotográficas[/caption]rnrnE fui libertando a timidez, postando mais e mais fotos de mim mesma.rnrnNo ensino médio eu ainda era muito isolada, principalmente no primeiro ano, mas isso foi se desenrolando aos poucos, quando conheci pessoas acolhedoras!rnrnrnrnO auge da minha 'libertação' foi depois de uns anos na faculdade, quando embarquei para Budapest. No ano que vivi lá, eu soltei toda a timidez e me assumi como sou, perdi o senso de julgamento e parei de me importar com o que as pessoas pensam!rnrnVoltei uma nova pessoa e me vi super animada para entender esse processo de empatia comigo mesma.rnrn[caption id="attachment_747" align="aligncenter" width="667"] retrato vintage com vestido da minha mãe[/caption]rnATUALMENTErnMe pego psicóloga de muitos dos meus amigos, nos momentos mais aleatórios.rnPra mim é espontâneo me manter silenciosa (mesmo havendo uma explosão de ideias dentro de mim) e só abrir a boca pra falar na hora certa, geralmente com alguma pergunta certeira.rnrnEu observo muito, adoro escutar e entender esses humanismos.rnrnDe alguma maneira a sintonia da conversa é sempre fluente.rnrnMas também eu absorvo muito - e essa é a pior parte de ser uma ouvinte.rnrn(pausa pro cafe que está quase chegando aquiiii)rnrn[caption id="attachment_752" align="aligncenter" width="800"] auto-conhecimento[/caption]rnQuando a gente escuta muito, a gente acaba absorvendo todas as vibes da situação, os sentimentos envolvidos.rnSe são notícias boas, estou naturalmente feliz.rnrnSe o assunto é trash, eu fico deprimida e me pego chorando, agregando tristeza a minha rotina, sem perceber o porquê.rnrnAs vezes demora dias pra eu me dar conta que aquela carga negativa veio de determinada conversa com determinada pessoa.rnrn[caption id="attachment_740" align="aligncenter" width="1000"] algum dos cem gatos que já moraram lá em casa[/caption]rnrnE não culpo essas pessoas, todos nós passamos por altos e baixos, eu só não entendo o porquê de eu absorver tanto.rnrnIsso me fez perceber que é preciso sim selecionar o que você coloca perto de você, dentro da sua casa, de sua rotina.rnrnNão digo se excluir do mundo, mas cuidar muito das suas próprias energias, se colocar em primeiro lugar, não deixar que o problema dos outros vire o seu problema.rnrnDesafio.rnrn
